E dá pra Aprender Inglês sem Aulas?

Upcoming march I’ll be attending the amazing SXSW conference in Austin, Texas.

E desde que consegui confirmar a minha presença lá eu estava com a dúvida de fazer ou não umas aulas de Inglês para me soltar um pouco. Eu nunca fiz aulas de Inglês à sério, mas na real eu não sinto tanto assim que preciso. Claro, meu Inglês está longe de ser perfeito, mas eu me vejo cada vez mais em situações que provam que estou indo muito bem no que sei.

Muitos anos atrás, antes do colegial até, eu comecei a aprender Inglês intuitivamente. Primeiro com computadores e depois com RPG, quando eu e meu grupo resolvemos só comprar os livros em Inglês. Outra coisa que me ajudou muito nesse processo foi baixar filmes na internet. Bom, quando não se encontrava legendas em Português tinha que ser em Inglês, depois passei a baixar e assistir sem nem procurar legendas.

Um caso à parte no meu aprendizado na língua foi quando terminei de ler o terceiro livro do Harry Potter em Português. Sem ter como pegar emprestado com ninguém e com o quarto livro recém lançado custando caro nas lojas e nenhum freela em vista na época, eu resolvi baixar em PDF. Além dos PDFs, obviamente em Inglês, encontrei os audiobooks equivalentes. <devaneio>Daí nasceu a minha paixão por audiobooks que merece um post separado</devaneio>. Mas foi um absurdo o quando cresceu meu Inglês nessa época. Eu lia o PDF acompanhando o audiobook e ao terminar o quarto livro eu voltei e reli do primeiro ao terceiro e depois lí o quarto de novo só por que tava na seqüência.

Depois disso resolvi que iria continuar com audiobooks e também com literatura inglesa lida em Inglês e por aí foi. É de se notar também que as oportunidades que conversei com alguns gringos aqui no Brasil eu me dei bem, falei o que queria, fugiram algumas palavras, mas eu podia ficar horas conversando com eles sem problemas e sem me envergonhar do meu Inglês. Inclusive presenciando piores atuações de outros. Não vou encher esse post contando as minhas reviravoltas todas com a língua, que passaram por livros técnicos além de tudo que eu já citei, mas hoje mais uma coisa me fez pensar que eu não preciso fazer aulas de Inglês. Pelo menos não na correria de ir pa Austin.

Eu estava ouvindo um podcast. Sim, além dos audiobooks os podcasts entraram de leve na miha vida, não com a mesma força, mas eu tenho ouvido um bocado deles. <devaneio>É uma pena que a Pipa Musical, meu programa de rádio online preferido, ainda não tenha um feed válido pra iTunes</devaneio>. Mas o legal dos podcasts em Inglês é que eu sempre me deparo fazendo notas mentais sobre a língua. Fico reparando o quanto é fantástico o que se pode aprender na prática fuçando na internet. Seriamente, boa vontade, tempo e dedicação com acesso banda-larga à Internet podem realmente fazer de um zé-ninguém um especialista em alguma coisa hoje em dia. E eu cito um pouco mais do meu exemplo.

Não é de hoje que eu e a Mari acabamos conversando e ensinando um ao outro Inglês. Isso, suponho, deve ser comum entre pessoas que se vêem muito, não precisa nem ser namorados. Mas o que acho notável é que eu sou um “zé-ninguém-de-Inglês” e ela é “formada-em-tudo-em-Inglês”. Ela fez Cultura Inglesa até o último nível e durante dois ou três anos foi professora de Inglês. Ela manja. Eu por outro lado só fiz aquele Inglês chulé que todo mundo tem no colegial e além disso sempre fui mal até em Português. Mas muitas e muitas vezes eu que acabo ensinando alguma coisa de Inglês pra ela.

Sure I don’t wanna lower her abilities or rise myself or something, but I really feel that I’m kinda get more of the language slang, you know? I’m always listening and reading in English, watching movies and everything. Her on the other side is usually the one who misses the subtitles or is uncomfortable with different accents from series and/or movies.

Além de tudo isso o corretor ortográfico automático dos softwares (e tenho que dizer, principalmente o nativo do Mac) tem ajudado muito. Eu acabei de dar uma checada e em Inglês eu erro quase nada, o mesmo que Português, o que é raro, antigamente eu errava constantemente nos dois. Eu acho isso no mínimo curioso.

Alguém mais leu isso aqui e tem a mesma sensação com o Inglês?

Posted in Opnião | 13 Comments

Criatividade, Marketing e Ferramentas Web 2.0

Uma amiga minha está trabalhando de assistende de edição em um dos projetos sociais patrocinados pela Nike.

O projeto sobre futebol Batalha das Quadras tem muito mais por trás dele do que o excelente projeto social e o excelente conteúdo bem montado. A tecnologia e insights no uso de ferramentas grátis e redes sociais contribuem de maneira muito positiva e prova que uma equipe (provavelmente, não os conheço e não tive contato) pequena pode executar grandes peças quando não há limitadores “políticos” no projeto.

Olhando rapidamente, eu que já estou acostumado com essa parte técnica, deu pra ver que eles usam:

  • Wordpress
  • Flickr
  • Vimeo
  • Youtube

Esse combo é nada mais nada menos do que as ferramentas mais usadas hoje em dia por usuários comuns, que com facilidade publicam os seus conteúdos na internet hoje em dia numa velocidade e quantidade cada vez maiores.

Se você não entrou no link que eu coloquei acima, entre agora no ‘Batalha das Quadras’ e dê uma breve navegada. Olhe a sessão de vídeos e também uma das sessões de um dia de evento.

Navegou? Certo!

Repare que o site de cara dá uma ótima impressão de site profissional. Quem diria que o Wordpress poderia fazer algo assim, certo? Acho que a maioria das pessoas quando escuta falar de Blogger, blogspot ou Wordpress imagina aquela cara básica de blog. Mas o Wordpress foi usado de forma extremamente inteligente e criativa nesse caso. Vejam o que eu reparei:

  • A sessão é uma categoria do Wordpress. Ao postar o vídeo o editor só precisa colar o <embed> e escolher a categoria vídeo
  • No template da categoria o último vídeo publicado já entra como vídeo bem grande em cima, os demais entram com uma imagem pequena
  • O uso do Vimeo foi essencial para o vídeo poder ser grande assim e também não travar computadores lentos. O Vimeo tem um encoder muito bom, todos os profissionais de vídeo acabam querendo postar lá ao invés do youtube. Mesmo os vídeos em alta qualidade do Youtube não chegam aos pés do Vimeo.
  • O vídeo ser em widescreen dá não só a sensação de “novo e moderno” já que aos poucos o mercado está migrando para esse formato mas também contribui muito para o desempenho e qualidade. É possível usar a largura inteira do layout sem aumentar demais o número de pixels a ser processado pelo computador (desempenho) e compactado pelo encoder (velocidade de download/streaming).

Mesmo que a própria equipe que fez o projeto esteja postando o vídeo, essa estrutura permite que com quase nada de programação, quase nada de esforço na publicação, resulte na alta qualidade da apresentação final. Pouco tempo de desenvolvimento, pouca preocupação pra todos, ótimo resultado. Além do mais se não for a equipe deles que está postando, qualquer “leigo em programação” pode postar com a mesma facilidade que se manda um e-mail, usando o Wordpress.

Não foi só nisso que a equipe teve ótimas idéias. Como o conteúdo é focado em dias de partidas de futebol, faz sentido agrupar por dia. Cada dia de cada cidade tem uma categoria no Wordpress, e mais uma vez pouco trabaho de programação no template da categoria atendeu muito bem a necessidade de Arquitetura de Informação para deixar o site super fácil de navegar.

Eles aproveitaram essa organização por data e decidiram abrir a página dessa “data-categorização” com o álbum de fotos do dia. Genial. O usuário não precisa entrar numa sessão de fotos, ele entra no “O que rolou no dia tal na cidade tal” e tem não só as fotos, mas em baixo delas também as notícias daquele dia. Como os posts podem ter mais de uma categoria, então os vídeos entram como notícia também. Organização do conteúdo muito bem feita.

Vale dizer que o uso do Flickr tem tantas vantagens que a Nike pelo visto adotou como padrão. Tem muitas coisas da Nike no Flickr não relacionadas com esse site especificamente. Isso não só é inteligente da parte social dos usuários poderem comentar, marcar como favorito e encontrar na busca as fotos que lá estão mas também é uma opção economicamente inteligente. O Flickr tem alta qualidade em todas as fotos, ele gera diversos tamanhos de fotos que dificilmente a equipe de design precisará de outro tamanho, além do mais a assinatura de uma conta pro é irrisório para projetos de marketing, sendo que o Flickr garante alta disponibilidade e alta velocidade na visualização. Empresas que hospedam as fotos com a própria tecnologia podem ter diversos problemas que o Flickr elimina e também terá custo alto de desenvolvimento interno.

Por fim em um lugar discreto do site a equipe arriscou criar uma área colaborativa. Até o momento não tem muito conteúdo dos usuários, mas existe uma página para o envio de conteúdo colaborativo. Eles escolheram o Flickr para os usuários enviar fotos e o Youtube para os usuários enviarem vídeos. Nesse momento o Youtube é melhor escolha do que o Vimeo, já que ele possui interface em português e maior popularidade entre os usuários. E também é mais um site para citar e atrair links para o site principal do projeto. Se o conteúdo de usuários crescer muito, como ambas as ferramentas disponibilizam ótimas APIs para programadores acessarem as informações com facilidade e como o Wordpress possui vários plugins para essas APIs, será fácil para a equipe incluir o conteúdo fotográfico de vídeo no site oficial do projeto.

Não dá pra falar 100% bem

Já que estou enchendo a bola da equipe que fez o site, vou colocar aqui algumas críticas contrutivas. Não é possível acertar tudo sempre e também às vezes não há tempo hábil para desenvolver tudo. Mas a equipe comenteu pequenos erros e 1 pecado nesse desenvolvimento.

O pecado é bem simples de corrigir e eu vou tentar mandar um e-mail pra eles sobre isso. Eles colocaram um menu em Flash para a navegação principal. À princípio isso não é mal, pelo contrário, utilizaram transparência gradativa e isso dá uma ótima sensação, esse pequeno layout seria um pouco trabalhoso em CSS+Javascript e como o site é bem pontual a falta do botão do meio do mouse para abrir em outra aba (ou o direito para o menu de opções do navegador) não dá grande impacto na usabilidade, e provavelmente foi feito pela equipe de design, livrando um pouco a fila de programação. Em outros sites isso seria bem pior.

Mas o pecado não é exatamente esse. O pecado é não ter incluído uma versão HTML do menu no código, mesmo que escondido. Isso faria com que o site inteiro fosse super bem visto no Google, coisa que não acontece no momento. Bastava um <ul id=”menu” style=”display:none”> com os itens lá dentro que a diferença na indexação seria bem grande.

O resto das minhas críticas são menores do que esse pecado. Uma coisa que pode os ajudar a aparecer melhor no Google é o popular plugin de sitemaps para Wordpress, que indica para o Google todas as páginas que existe no site e opcionalmente dá peso e relevância diferenciadas pras páginas. Além disso a navegação por tags deles não deixa encontrar as fotos, posts com os álbuns de cada dia e com algum truque de programação poderiam fazer os álbuns aparecerem com a tag “fotos” e redirecionar para a página da categoria do dia, onde já existem os álbuns.

Com essas pequenas críticas eu encerro meu post dando muito parabés pra equipe que criou o site.

Posted in Opnião, Tecnologia, Usabilidade | Tagged , , , , , , , , , | Leave a comment
  • Blog Categories

  • RSSLast tweets